Com João Sayad no comando, TV Cultura dá um passo atrás e vira mais do mesmo

João Sayad, presidente da TV Cultura
A Folha de S. Paulo desta sexta (14) traz uma matéria produzida pelas repórteres Catia Seabra e Laura Mattos sobre mudanças na TV Cultura, incluindo cortes nas despesas, funcionários e adequação da programação, limitando, assim, programas que são caros para os novos padrões do canal.
Segundo a reportagem, o prejuízo que a emissora pode ter chega a R$ 160 milhões - provenientes da ameaça de explosão de um passivo trabalhista -, mais da metade da verba que o governo disponibilizará este ano à fundação (84 milhões). Como forma de enxugar as despesas, o presidente João Sayad vai limitar a TV Cultura a produzir apenas 30% de sua programação, neste grupo figura o “Roda Vida”, “Vitrine” e os infantis, o restante da programação será feita mediante a acordo com produções terceirizadas. Estão previstas também as demissões de 285 funcionários que fazem a TV Assembléia e a TV Justiça, mas segundo informam, 90% destes funcionários serão remanejados.
Um fator agravante que chama a atenção na postura do presidente João Sayad é sua filosofia administrativa. Sayad afirma que a programação será revista tendo que obedecer cinco critérios: custo, audiência, share, repercussão e "diferença" (se as redes comerciais têm ou não programa semelhante). O responsável pela fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura, não descarta o fim de programas com baixa audiência e explicita que tem preocupação com audiência.
Um canal como a TV Cultura, de forma alguma pode se levar pela audiência de seus produtos, muito menos a repercussão que este virá a ter. Cabe à Cultura o papel de ser “Uma TV Diferente”, tão pregado em seu slogan e repetido a cansar durante sua programação. Por ser uma TV pública o que menos importa é a audiência, e sim a qualidade que terá a ofertar a quem a assiste. Com João Sayad em seu comando, a TV Cultura, sem sombra de dúvidas, dá um passo atrás e perde sua originalidade tendo a nítida perspectiva de ser um acervo de terceirizados sem graça.
POSTADO POR: FERNANDO CHAGAS.
FONTE: RD1

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